O Atlético venceu o América por 3 a 0 neste domingo e sagrou-se campeão mineiro de forma invicta. Foram 12 vitórias e 3 empates com o ataque mais positivo da competição (32 gols) e a melhor defesa (9 gols). Ou seja, o time foi absoluto da primeira até a última rodada do estadual. A conquista de forma invicta deve ser destacada, pois o fato não acontecia desde 1976. Mas, será que o time está preparado para alcançar vôos mais altos no Campeonato Brasileiro?
Acredito que hoje o plantel atleticano está na média da maioria dos times no Brasil. Eu disse na média. Por isso, ainda faltam algumas contratações pontuais, caso o clube queira realmente conquistar objetivos mais importantes. Para comprovar este fato, basta comparar o elenco alvinegro com Santos, Corinthians, São Paulo, Fluminense, Vasco e Internacional, que é possível notar a inferioridade técnica do alvinegro das Minas Gerais.
Em relação há anos anteriores vejo como fator positivo a manutenção da base da equipe e a volta dos jogos em Belo Horizonte. O técnico Cuca tem o grupo nas mãos e sabe muito bem quais são as deficiências do time. Entretanto, é preciso correr contra o tempo para reforçar o elenco. Caso contrário, o mesmo erro de outras temporadas pode atrapalhar mais uma vez. Outro fator que pesa a favor do Atlético é que o clube como mandante não perde uma partida, desde o primeiro jogo do returno do Campeonato Brasileiro 2011. Mais uma prova que a parceria com o torcedor, quando bem feita, pode fazer a diferença dentro de campo. Mas, tudo vai depender daquilo que for apresentado nas quatro linhas.
Portanto, parabéns Atlético pela conquista, mas mãos a obra.Vem aí o Brasileirão 2012.
O Cruzeiro foi eliminado da Copa do Brasil. Até aí, tudo bem, pois isso pode acontecer com qualquer grande equipe do futebol brasileiro. Mas, da maneira que foi e as conseqüências que isso poderá trazer é que preocupa bastante.
A equipe, sem exagero nenhum, é a pior dos últimos 20 anos da história azul celeste. Apesar de ter 2 grandes jogadores (Fábio e Montillo) o time celeste está muito ruim. Não existe um padrão tático definido e muito menos jogadas ensaidas. Os laterais são fracos, falta mais proteção aos zagueiros e os atacantes deixam muito a desejar. Ou seja, o time precisa passar por mudanças drásticas, urgentemente.
Neste momento, a primeira “tacada certeira” para a mudança é a escolha do novo treinador. De todos os nomes comentados os que mais me agradam e vou explicar por que, nesta ordem, são: Ney Franco, Celso Roth e Adílson Batista.
Ney Franco acredito ser muito difícil. Além da má fase do time celeste, o projeto da CBF ainda seduz muito o treinador, que deve permanecer por lá. Mas, seria muito bom a vinda do mineiro, pois além de conhecer a instituição, Ney conhece como poucos, o “mercado alternativo” do futebol brasileiro.
Já Celso Roth, apesar do rótulo de “refrigerante 2 litros (pois o gás acaba rapidamente)”, é um excelente profissional e um ótimo armador de equipes. Os times que o gaúcho trabalha sempre têm um bom posicionamento defensivo (principal defeito cruzeirense hoje) e nem por isso deixa de atacar. Sem contar, que ele sempre trabalha com o que tem em mãos e dentro da realidade financeira do clube, o que também é muito bom para o Cruzeiro neste momento.
Por fim, Adílson Batista que por incrível que pareça, ainda tem muito o apoio de boa parte do torcedor cruzeirense e que inegavelmente, foi o melhor profissional que passou nos últimos cinco anos dentro do clube. Resta saber se ele aprendeu com todos os insucessos que acumulou nos últimos trabalhos e se vem para trabalhar com o grupo limitado que ele terá nas mãos.
Sendo assim, muita calma nessa hora e sorte ao senhor, doutor Gilvan. Pois, neste momento, um passo errado à frente do clube, poderá custar o caminho para a Série B do Brasileirão.
Atlético e América jogaram neste domingo a primeira partida da finalíssima do Campeonato Mineiro 2012. O jogo ficou empatado em 1 a 1 e o resultado fez com que a decisão do campeão ficasse totalmente em aberto e fosse definida somente na próxima semana.
O Atlético surpreendeu na escalação e na postura durante o jogo. Sinceramente, após a eliminação da Copa do Brasil, esperava uma equipe muito abatida dentro de campo, mas não foi isso o que aconteceu. Os três zagueiros deram uma consistência muito boa ao sistema defensivo e a volta de Guilherme ao meio-campo acrescentou demais no setor de criação. Aliás, o Atlético precisa contratar urgentemente, um camisa 10 de qualidade para a seqüência da temporada, mas ao que parece Guilherme achou sua posição na equipe. Foi o melhor em campo e o principal responsável por quase todas as jogadas de ataque do alvinegro, aliando a inteligência à técnica dentro de campo.
Já o América, fez uma bom jogo, mas confesso que esperava mais. Principalmente, na 1ª etapa, quando o time aceitou muito fácil a marcação atleticana e perdeu uma boa chance de vencer e inverter a vantagem na decisão. O técnico Givanildo terá que trabalhar muito bem o grupo esta semana, pois além de fazer gols o ideal é que o América também não leve, uma vez que o empate dá o título ao Atlético.
Para o jogo final, dois jogadores estarão fora da decisão e farão muita falta às suas equipes: André pelo lado do alvinegro e Dudu na equipe americana. Porém, penso que no caso do atacante atleticano a ausência será mais sentida. No elenco comandado por Cuca, além de André, o único centroavante de ofício é o garoto Paulo Henrique. Sendo assim, caso o jovem comece a partida, poderá sentir a responsabilidade, uma vez que nunca atuou como titular. Mas, é preciso aguardar os trabalhos durante a semana e verificar como o técnico Cuca pretende armar a equipe para a decisão.
Acredito que o título está em aberto sim, entretanto creio que o Atlético tenha um ligeiro favoritismo para levantar a taça, pois jogará por 2 resultados ao seus favor: a vitória e o empate. Mas, não consideraria uma grande surpresa caso o América conquistasse o título no próximo domingo. O time de Givanildo está bem treinado, consistente taticamente e o mais importante: confiante. Isso faz toda a diferença em uma decisão e neste caso pesa em favor do time americano.
O Atlético fará dois jogos decisivos esta semana: um pela Copa do Brasil e outro pelo Campeonato Mineiro. Ambos têm extrema importância e podem valer todo o planejamento anual do clube. Mas, não seria um exagero ou ainda muito cedo para afirmar isso? Digo que não e explico o por quê.
Na Copa do Brasil é óbvio. Caso o time não consiga reverter o placar de 2 a 0 contra o Goiás estará automaticamente eliminado da competição. Esta que por sinal é um sonho antigo do clube e caso seja conquistada lhe garante a presença na Copa Libertadores da América de 2013. Mas, esse jogo de quinta-feira pode significar ainda mais para o time alvinegro.
Sabe-se que o momento técnico e psicológico do Atlético não é bom. A equipe comandada por Cuca caiu de produção nos últimos quatro jogos e, psicologicamente, sentiu muito a derrota para o Goiás no primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil. Mas, dependendo do resultado de quinta-feira e da reação imediata da equipe até o jogo decisivo contra o América no domingo, todo o planejamento do primeiro semestre de 2012 pode ir “por água abaixo” e o clube iniciar em crise o Brasileirão. Portanto, todo cuidado é pouco.
Nesta quinta-feira o Atlético mais do que classificar precisa recuperar a auto-estima e a confiança. Digo isso, tanto dentro de campo quanto nas cadeiras do estádio Independência. Jogar com vontade e raça será primordial. Mas, será preciso mais do que isso. Neste momento, apresentar um bom futebol e agradar verdadeiramente, o torcedor é também muito importante. Caso contrário, a antiga e tão sonhada parceria, torcedor-time, poderá não existir e aquilo que já parece estar abalado pode piorar ainda mais.
Ontem tive o prazer e a emoção de jogar no novo estádio Independência ou se preferirem o Gigante do Horto. Joguei no time amarelo e perdemos para o vermelho por 2 a 0. O primeiro gol foi marcado pelo colega Toledo da TV Alterosa, aliás um belo gol. Depois em um pênalti maroto (bem a brasileira) Marcos Guiotti ampliou para o adversário. Muitos colegas de profissão abrilhantaram a festa, assim como operários da obra e também alguns ex-jogadores como Milagres, Hélcio, Célio Lúcio, Ricardo e André Figueiredo.
Porém, gostaria de destacar neste momento a estrutura do estádio. Simplesmente, maravilhoso! Nos últimos anos, tive a oportunidade de conhecer alguns estádios europeus e também fazer a cobertura da Copa do Mundo da África do sul e por isso, posso dizer que o Independência não fica devendo em nada para nenhum deles. Ao que pese a demora da inauguração do estádio e o custo final da obra, acredito que o retorno do Independência será essencial para o futebol mineiro. Tanto em termos financeiros como em termos técnicos.
Os vestiários, sala de imprensa, departamento médico, cadeiras e gramado estão em excelente estado. Faço uma ressalva quanto aos 6 mil lugares do chamado “setor cego”, que ainda será melhor estudado e possivelmente alterado pela concessionária da obra . O colega Chico Maia, observou também que alguns refletores devem mudar de posicionamento, pois estão atrapalhando a visão dos goleiros nos cruzamentos.
Gostaria de finalizar dizendo que mesmo sabendo que nos primeiros jogos o estádio precisará passar por alguns ajustes me senti muito feliz, pois finalmente Belo Horizonte voltar a entrar no circuito do futebol nacional. Uma desculpa a menos para nossas equipes montarem grandes times e voltarem a figurar na “cabeça” do futebol brasileiro.
Vejam abaixo algumas fotos do novo Gigante do Horto:















